
lenta e calma
abra
o zíper
de minhas várias cicatrizes
desarme as imaginárias navalhas
(escondidas sob as sobrancelhas)
e mergulhe nas boêmias raízes
de meu ser
e de minh’alma
voyeur
Penetre nas veias dos subterfúgios
de meus emocionais
fictícios refúgios
espectrais
e costure efetivo sentido
ao afetivo eriçar de minha pele
e meus súbitos rosnar
e ronronar
ao sempre desabotoar teu vestido
(ao som cúmplice de teu sorriso
tecido de fibras ópticas de cio)
Saciadas tuas sedes
de se dar
uivar e ciciar
arranhando as paredes
almejo te ver enrodilhada
e serena
em torno de mim
com a tranquilidade da plena
e secreta
paixão entre o corrimão e a torta escada
e a equidade relacional da borboleta
com o guaxinim
© MAQUINO, 27/28.XII.11


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